Monumento da Terra-Mãe saúda a passagem da Tocha Olímpica pelo Vale do Aço

Símbolo olímpico esteve em Naque e Coronel Fabriciano nesta quinta-feira (12/5), sexto dia de percurso por Minas Gerais. Itabira é a última parada

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A tocha olímpica foi saudada na chegada a Coronel Fabriciano
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A tocha olímpica foi saudada pelo Monumento da Terra-Mãe e por centenas de pessoas, dentre muitos estudantes de escolas estaduais, que se aglomeraram em seu entorno. Em meio a uma chuva de pétalas de rosas, a escultura que fica no trevo que dá acesso ao centro de Coronel Fabriciano foi, de maneira simbólica, a porta de entrada da chama olímpica no Vale do Aço.

Obra da escultora Wilma Noel, o Monumento da Terra-Mãe foi construído em pó de granito e aço inoxidável, produto característico da região. Tendo como marco inicial a obra de arte, que retrata uma figura feminina com uma criança em seu braço esquerdo, a chama olímpica partiu pelas ruas da cidade.

No caminho até a Praça da Estação, ponto final do revezamento, a tocha olímpica percorreu o centro e o bairro Santa Helena, tendo passado por bens tombados pelo município. Entre eles está o Colégio Angélica – dirigido pela Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus. A fachada do colégio estava toda adornada com símbolos olímpicos e crianças pintadas simulavam as imponentes esculturas gregas.

Outra referência local que esteve no caminho do revezamento foi Sobrado dos Pereira. O antigo prédio, localizado à Avenida Pedro Nolasco, construído em 1928, corresponde ao primeiro estabelecimento comercial e primeira edificação em alvenaria do atual centro de Fabriciano.

A participação da Marujada do Cocais, da fanfarra da Escola Municipal Argeu Brandão e de grupos de percussão também compôs a programação do revezamento pelo município.

Voo sobre a Serra dos Cocais

Antes ser acompanhada por uma multidão pelas ruas de Coronel Fabriciano, a Tocha Olímpica fez mais um passeio de helicóptero em Minas Gerais - o primeiro aconteceu nessa quarta-feira (11/5) em Governador Valadares -, desta vez sobre a Serra dos Cocais. Em Coronel Fabriciano está o acesso principal para o local, cartão-postal da cidade que propicia a prática a prática de esportes de aventura e vivências rurais.

Naque em festa

Mais cedo, em Naque, a 53 quilômetros de Coronel Fabriciano, a Tocha fez a primeira parada do dia. O revezamento começou na Avenida Ailton Sperandio e terminou na Praça da Igreja de Santo Antônio, com uma apresentação de dança que reuniu jovens e idosos. Alunos da Escola Estadual Dom Hermínio Malzone Hugo e da Escola Municipal Pedro Fernandes Mafra prepararam uma coreografia especial em parceria com o grupo da terceira idade Viva Bem.

Mylena Júlia Samora Braga, 15 anos, foi a primeira a transferir a chama olímpica para a Tocha Rio 2016. Ela participou de um concurso do comitê organizador e sua redação sobre o espírito olímpico foi campeã. Além do talento com as palavras, Mylena que é aluna da Escola Estadual Dom Hermínio Malzone, defendeu ontem o município de Naque na Microrregional dos Jogos Escolares de Minas Gerais (Jemg) em Resplendor.

Caminhos drummondianos

Depois da extensa programação em Coronel Fabriciano, a Tocha Olímpica segue para Itabira, terra de Carlos de Carlos Drummond de Andrade, que será a última cidade do dia a receber o revezamento. O comboio percorrerá as principais ruas e avenidas da cidade e em seu caminho está a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), o Parque do Aerão, o Pico do Amor e o Memorial Carlos Drummond de Andrade, espaço assinado por Oscar Niemeyer inaugurado em 1998. No local, crianças de 6 e 7 anos  vão declamar textos do escritor itabirano.



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